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André do Prado, de Guararema, é eleito senador por São Paulo com 12,7 milhões de votos

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André do Prado, de Guararema, é eleito senador por São Paulo com 12,7 milhões de votos

O Alto Tietê vai ter um senador com base na região a partir de 2027. André do Prado (PL), nascido em Guararema e presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), foi eleito no domingo, 4 de outubro, para uma das duas cadeiras paulistas em disputa no Senado. Com 100% das urnas apuradas, ele teve 12.703.089 votos, ou 29,28% dos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e ficou em segundo lugar no estado.

A outra vaga ficou com Guilherme Derrite (PP), ex-secretário da Segurança Pública do governo Tarcísio, que teve 13.273.880 votos (30,59%). Os dois saíram pela mesma coligação, "Coragem para Seguir Avançando", que reuniu PP, União, Republicanos, PL, MDB, Democrata, PSD, PRD, Solidariedade e Avante e reelegeu o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no primeiro turno. O mandato de senador é de oito anos: começa em 1º de fevereiro de 2027 e vai até o início de 2035.

Quem é André do Prado

André do Prado tem 57 anos e fez toda a carreira política a partir de Guararema. Foi vereador da cidade, eleito em 1992 e reeleito em 1996; em 2000, elegeu-se vice-prefeito e ocupou também a Secretaria de Saúde; e foi prefeito de Guararema de 2005 a 2008. Em 2010, elegeu-se deputado estadual e está na Alesp desde 2011.

Em março de 2023, assumiu a presidência da Assembleia Legislativa, o posto mais alto do Legislativo paulista, e foi reconduzido ao cargo em março de 2025. Em 2026, foi o candidato do PL ao Senado na chapa de Tarcísio de Freitas, ao lado de Derrite.

Os suplentes da chapa são Fernando Godoy (PL), primeiro suplente, e Rute Costa (PL), segunda suplente. Como não disputou a reeleição para a Alesp, André do Prado deixa a Assembleia ao tomar posse no Senado, em 1º de fevereiro de 2027, um mês e meio antes do fim da atual legislatura estadual.

A votação no Alto Tietê, cidade por cidade

Na região, André do Prado foi o candidato ao Senado mais votado: somou 463.726 votos nas dez cidades, 30,52% dos válidos, contra 440.665 (29,00%) de Derrite. Ele ficou em primeiro em 8 das 10 cidades. As exceções foram Poá, onde Derrite passou à frente por 294 votos, e Ferraz de Vasconcelos, a cidade mais disputada da região, onde Simone Tebet (PSB) liderou e André do Prado terminou em quarto, com os quatro primeiros separados por menos de 2.500 votos.

A maior votação proporcional foi em Guararema, a cidade natal, onde ele teve 43,18% dos válidos. Em número de votos, Mogi das Cruzes, o maior colégio eleitoral da região, foi a cidade que mais contribuiu: 128.702.

CidadeVotos em André do Prado% dos válidosPosição na cidadeVotos em Derrite% dos válidos
Poá34.37328,58%2º34.66728,83%
Suzano87.96530,52%1º83.99329,14%
Mogi das Cruzes128.70231,08%1º122.08429,48%
Ferraz de Vasconcelos37.61123,41%4º39.80624,78%
Itaquaquecetuba89.63529,40%1º84.40527,68%
Guararema15.00343,18%1º11.92034,31%
Santa Isabel20.53937,75%1º18.31333,66%
Arujá30.76432,94%1º29.05331,10%
Biritiba Mirim11.73539,65%1º9.87733,37%
Salesópolis7.39937,78%1º6.54733,43%
Alto Tietê (10 cidades)463.72630,52%1º440.66529,00%

Os votos do Alto Tietê representam 3,65% do total que André do Prado recebeu no estado, proporção parecida com o peso da região no eleitorado paulista: as dez cidades têm 1.224.098 eleitores aptos, 3,59% dos 34.081.699 de São Paulo. Ou seja, a eleição foi decidida pela votação dele no estado inteiro, e não só na base regional. Na região, o resultado dele ficou 1,2 ponto acima da média estadual.

O que faz um senador e o que muda para a região

O Senado é a casa que representa os estados no Congresso: cada unidade da federação tem três senadores, independentemente do tamanho da população. Além de votar projetos de lei e propostas de emenda à Constituição, que também passam pela Câmara, os senadores têm atribuições exclusivas previstas no artigo 52 da Constituição. Cabe a eles aprovar a indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal, do procurador-geral da República, do presidente e dos diretores do Banco Central e de embaixadores, julgar o presidente da República em processos de impeachment e autorizar operações de crédito externo de estados e municípios.

Esse último ponto interessa diretamente às prefeituras: empréstimos com bancos internacionais de desenvolvimento, usados em obras de drenagem, mobilidade e saneamento, precisam do aval do Senado. Como os demais parlamentares, os senadores também apresentam emendas individuais ao Orçamento da União, de execução obrigatória, que podem ser destinadas a municípios. A partir de 2027, além da bancada de deputados, a região passa a ter no Senado um parlamentar que fez a carreira em uma de suas cidades.

Derrite, o outro eleito, também teve votação forte na região: 440.665 votos, com a liderança em Poá e o segundo lugar nas outras nove cidades. Natural de Sorocaba, ele foi eleito deputado federal em 2018 e reeleito em 2022 e foi secretário da Segurança Pública de São Paulo de janeiro de 2023 a dezembro de 2025.

Como foi a disputa no estado

São Paulo renovou duas das três cadeiras que tem no Senado, e cada eleitor votou em dois nomes. Os dois candidatos da coligação de Tarcísio abriram vantagem sobre a dupla da coligação de Fernando Haddad (PT), "Desperta São Paulo": Simone Tebet (PSB), terceira colocada, teve 19,23%, e Marina Silva (Rede), quarta, 18,12%. Os votos válidos para o Senado somaram 43.377.903; houve 4.291.919 votos em branco (8,13% do total) e 5.109.958 nulos (9,68%).

CandidatoPartidoVotos% dos válidosSituação
Guilherme DerritePP13.273.88030,59%Eleito
André do PradoPL12.703.08929,28%Eleito
Simone TebetPSB8.342.96819,23%Não eleito
Marina SilvaRede7.862.40018,12%Não eleito
Guto SchiavettoMissão392.9160,91%Não eleito
Geraldo RufinoPodemos386.4680,89%Não eleito

As duas vagas em disputa eram de Mara Gabrilli, eleita em 2018, e de Alexandre Giordano, que assumiu em 2021 como suplente de Major Olimpio, morto naquele ano. A terceira cadeira de São Paulo continua com Marcos Pontes, eleito em 2022, cujo mandato vai até 2031.

O que vem pela frente

A diplomação dos eleitos pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo acontece em dezembro, e a posse no Senado, em 1º de fevereiro de 2027, quando começa a nova legislatura do Congresso. Até a posse, André do Prado continua no mandato de deputado estadual.

O resultado completo da eleição em cada uma das dez cidades, com os votos para presidente, governador, senador e os deputados mais votados, está nas reportagens do portal: Poá, Suzano, Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Guararema, Santa Isabel, Arujá, Biritiba Mirim, Salesópolis. Os deputados federais e estaduais eleitos com base na região estão em reportagem à parte.

Fontes e referências

Perguntas frequentes

Quem foram os senadores eleitos por São Paulo em 2026?

Guilherme Derrite (PP), com 13.273.880 votos (30,59% dos válidos), e André do Prado (PL), com 12.703.089 (29,28%). Os dois são da coligação do governador Tarcísio de Freitas.

Quantos votos André do Prado teve no Alto Tietê?

463.726 votos nas dez cidades da região, 30,52% dos válidos. Ele foi o mais votado para o Senado em 8 das 10 cidades; a maior votação proporcional foi em Guararema (43,18%).

Quem são os suplentes de André do Prado?

O primeiro suplente é Fernando Godoy (PL), e a segunda suplente, Rute Costa (PL), segundo o registro da chapa no TSE.

Quando André do Prado toma posse como senador?

Em 1º de fevereiro de 2027, para um mandato de oito anos. A diplomação pelo TRE-SP ocorre em dezembro de 2026.

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